No qual Talos é ferido e começa a perder a sua sintonia com o espírito divino de Zeus proporcionado pelo modulador de nous do Colosso.
A Alegoria da Caverna de Platão em Animação Stop-Motion
by Cadu Simões on 28 de dezembro de 2011 at 4:40 pmEssa bela animação em stop-motion feita com argila que vocês conferem no vídeo acima é uma adaptação da Alegoria da Caverna, e foi produzida pelo estúdio Bullhead Entertainment.
Para quem não conhece, a Alegoria da Caverna é um diálogo presente na obra A República (cujo título original é Politeía, do grego antigo Πολιτεία, que pode ser traduzido como “Da Constituição da Cidade”), escrita por Platão no século IV a.C., e como a maioria de seus diálogos, apresenta o seu mestre Sócrates como o personagem central que conduz a discussão filosófica.
A Alegoria da Caverna é a maneira que Platão usa para exemplificar, através do personagem de Sócrates, a sua teoria do mundo das formas (também conhecido como mundo das idéias). Para Platão, o mundo ao nosso redor, que vemos e sentimos, não é de fato o “mundo real”, mas apenas uma mimesis (representação, imitação) de um mundo além, superior, inteligível, que só pode ser alcançado em sua plenitude através da espisteme (conhecimento). Enquanto não tivermos esse conhecimento, essa razão pura, somos como escravos acorrentados em uma caverna, olhando para as sombras projetadas na parede, e achando que elas são os objetos de fato, quando não passam de projeções.
Há várias histórias que usam a Alegoria da Caverna como inspiração (direta ou indiretamente), como a maioria dos livros de Philip K. Dick, a trilogia de filmes de Matrix, os quadrinhos Os Invisíveis de Grant Morrison, entre muitos outros mais. E para não ser diferente, também irei usá-la em futuras HQs de Nova Hélade. =)

Em tempo, vale a pena também ler esta livre adaptação da Alegoria da Caverna em quadrinhos com o personagem Piteco, da Turma da Mônica.
Imortais – Uma Recriação do Mito de Teseu
by Cadu Simões on 12 de dezembro de 2011 at 4:51 pm
Como eu já esperava, Imortais, a mais nova tentativa de Hollywood de transpor a mitologia grega para os cinemas, não se trata de uma adaptação do mito de Teseu (de nenhuma das versões que nos foi passada pela literatura e iconografia grega clássica). Trata-se de um filme que apenas toma emprestado o herói ateniense, mas praticamente recria toda a história dele do zero.
Podemos perceber isso logo pela estética adotada pelo filme. As vestimentas e a arquitetura das construções que são retratadas na película lembram muito mais o oriente médio, ou mesmo a Índia, do que a Grécia antiga. Mesmo o visual dos deuses gregos é completamente diferente do retratado na iconografia clássica. Mas apesar de todas essas mudanças, eu gostei do visual do filme. É uma estética muito bonita e que salta aos olhos.
Como meus leitores bem sabem, não sou contra adaptações livres da mitologia grega (afinal, é justamente isso que eu faço nas minhas histórias em quadrinhos de Nova Hélade). O que eu detesto é quando uma adaptação dessas desrespeita o ethos dos personagens tradicionais, sobretudo os heróis e deuses, como aconteceu com Hades no remake de Fúria de Titãs. Imortais não comete esse erro, apesar que também não chega a desenvolver o ethos dos personagens profundamente.
Após uma epígrafe com uma citação de Sócrates, Imortais começa narrando a teogonia (do grego antigo, Θεογονία, que significa literalmente “origem dos deuses”). Mas não é a Teogonia de Hesíodo, ou qualquer outra herdada pela tradição grega (como a teogonia órfica). Como eu já disse, o filme recria praticamente tudo do zero.
Nessa teogonia de Imortais, houve uma batalha entre duas raças de seres imortais. Os vencedores se autoproclamaram deuses, e os perdedores foram chamados de titãs, e presos nas entranhas do monte Tártaro (ou seja, uma história que apenas remete de leve a Titanomaquia tradicional). Durante essa batalha, uma arma de incrível poder, o arco de Épiro (que é uma arma criada pela história do filme, e não existe na mitologia grega), foi perdida.
A trama do filme então se resume ao rei Hyperion, que odeia os deuses e pretende libertar os titãs novamente. Para isso, ele precisa do arco de Épiro, que aparentemente é a única arma capaz de destruir a prisão dos titãs. Nisso, somos apresentados ao herói Teseu, que tem sua mãe morta por Hyperion, e quer vingança. Assim, Teseu acaba se tornando o único homem capaz de impedir Hyperion de atingir seu objetivo.
Confesso que não gostei muito da trama do filme. Talvez por já ter visto esse lance de “homem que odeia os deuses olimpianos e liberta os titãs para ajudá-lo a vencer os deuses” diversas vezes em outras histórias que adaptam a mitologia grega (e uma das mais recentes a usar essa trama foi o game God of War). Ou seja, para quem costuma acompanhar adaptações da mitologia grega como eu (seja livros, filmes, animações ou games) vai achar a história um tanto batida.
Mas apesar disso, gostei da forma como o tema da imortalidade foi abordado no filme, pois esse é um dos temas mais recorrentes na literatura grega. O herói grego busca conseguir sua imortalidade através da glória, do grego antigo kléos (κλέος). É através do kléos que o herói passa a ter os seus feitos cantados pelos aedos. E enquanto os feitos do herói forem cantados e recontados, ele será imortal. E isso é muito bem representado no filme pela fala de Teseu. Ao ser tentado por Hyperion com a mesma imortalidade dos deuses, ele responde: “Feitos são eternos, não a carne”.

Imortais estreia nos cinemas brasileiros no dia 30 de dezembro, e traz o ator Henry Cavill como Teseu e Mickey Rourke como o rei Hyperion. Se você gosta de filmes de ação e aventura épica, e não liga muito pra complexidade da trama, provavelmente vai gostar de Imortais. Agora se você esperava por uma adaptação fiel do mito de Teseu, e não curte muito interpretações livres da mitologia grega, recomendo passar longe.
Ontem à noite o blog de Nova Hélade foi invadido por um hacker, explorando uma falha de segurança do wordpress, e corrompeu diversos arquivos, o que obrigou o administrador do servidor a apagar todo os arquivos e tirar o domínio do Nova Hélade do ar até que a invasão fosse contida.
Bem, como vocês podem perceber, o site já está de volta ao ar. Eu consegui recuperar todo o conteúdo dos posts e das páginas no banco de dados, mas infelizmente acabei perdendo toda a configuração do template de Nova Hélade, e vou ter que refazê-lo manualmente. Enquanto isso não acontece, vocês vão ter que aguentar esse visual minimalista básico do ComicPress.
Outra coisa que não consegui recuperar são as imagens que estavam na página de galeria (como esboços e artes dos leitores). No entanto, eu tenho todas essas imagens guardadas no meu computador, e aos poucos vou subindo elas de volta pra página de galeria (já que é bastante coisa).
Também não consegui recuperar todas as páginas da HQ, mas felizmente também tenho backup delas, e assim como as imagens da página de galeria, pretendo ir aos poucos colocando-as de volta ao ar.
Peço desculpa aos meus leitores por esse incomodo, mas como cuido sozinho do site, e tenho outros trabalhos pra fazer (e outros sites pra administrar), não tenho como colocar a casa em ordem de uma vez. Mas aos poucos eu vou ajeitando as coisas por aqui.
Lançamento da Nova Edição de Nova Hélade no FIQ
by Cadu Simões on 2 de novembro de 2011 at 7:56 pm
Semana que vem acontece em Belo Horizonte, dos dias 9 a 13, o FIQ – Festival Internacional de Quadrinhos, e estarei participando do evento com um estande do Petisco, o coletivo de webcomics do qual Nova Hélade faz parte.
Além disso, preparei uma nova edição do fanzine de Nova Hélade, em formato A5, capa em papel Vergé 120g, e as folhas internas em Sulfite 90g. Essa edição reúne todo o Canto I – O Todo Poderoso (que equivale as três primeiras edições do fanzine em formato A6).
E também estarei vendendo no nosso estande outros produtos relacionados a Nova Hélade, como camisetas, bottons e posters. Ou seja, você leitor que curte a nossa série em quadrinhos que mistura mitologia grega com cyberpunk, e que irá ao FIQ, terá a oportunidade de adquirir vários produtos diferentes de Nova Hélade. =D

A foto acima é da mais nova camiseta de Nova Hélade, estampada com essa sensacional ilustração feita pelo Jean Okada.
Eu estarei vendendo essa camiseta na Rio Comicon, que acontece nos próximos dia 20 a 23, e também no FIQ, que irá acontecer dos dias 9 a 13 de novembro.
E em breve você também poderá comprá-la online na loja virtual do Petisco.














